Anjos do Brasil e ilegra promovem talk sobre inovação em Porto Alegre

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Em parceria com a Anjos do Brasil, entidade cuja missão é o fomento ao investimento-anjo, a ilegra realizou, no dia 18, evento para debater inovação e empreendedorismo. O encontro reuniu 40 executivos de diversas empresas gaúchas e aconteceu no Global Tecnopuc, em Porto Alegre.

O ecossistema de startups cresce cada vez mais e muitos desses novos empreendimentos já contam com o apoio de grandes empresas para melhorias nas suas atuações. Ao mesmo tempo, as empresas estabilizadas se beneficiam dessa relação para inovarem em seus negócios, criando interações consideradas essenciais no cenário competitivo global. Diretamente, o investimento em startups é amplamente discutido nos ambientes das grandes corporações. Contudo, há também espaço para pequenas e médias empresas – PMEs – como um mecanismo de alavancagem de novos modelos de negócios e de empresas nascentes. No evento promovido pela ilegra e Anjos do Brasil, foram discutidas as possibilidades de envolvimento das PMEs neste ecossistema e do estabelecimento de uma relação ganha-ganha entre empresas consolidadas e startups. Como apoiadoras do evento participaram entidades como TecnoPuc, Raiar e XCala.

Direcionado ao público executivo, o encontro trouxe visões de profissionais do mercado de inovação e contou com dois palestrantes: Maximiliano Carlomagno, sócio-fundador da Innoscience, consultoria em gestão da inovação, e Maria Rita Spina Bueno, diretora executiva da Anjos do Brasil e fundadora do MIA – Mulheres Investidoras Anjo. A mediação foi realizada pelo diretor Comercial, de Marketing e de Inovação da ilegra, Romulo Marques Dornelles, que abordou a experiência da empresa e sua visão de empresário sobre o tema debatido.

Para Carlomagno, a grande vantagem desse tipo de iniciativa é a troca de conhecimentos e a inquietação trazida por quem está trabalhando em uma nova ideia: “As startups questionam modelos. As empresas têm entendimento sobre os problemas, mas geralmente deixam de se questionar quando consolidam uma fórmula que dá certo”. Ele ressalta ainda que a escolha do investimento certo passa pelo entendimento pleno sobre a estratégia para o negócio da empresa, que pode ser o reforço, a renovação ou a criação de novas frentes.

O encontro permitiu discutir hipóteses e construir caminhos e possibilidades com os executivos. “Faz parte da visão da ilegra ser reconhecida por sua cultura empreendedora nos mercados em que atua. Assim, percebemos a oportunidade de provocar o mercado, uma vez que a maioria das PMEs não investe em startups. A proposta é trazer nossa experiência e compartilhar visões. Temos iniciativas internas mas vimos que as ações externas, direcionadas à inovação aberta, são muito positivas”, afirma Dornelles. De acordo com o executivo, o conceito de investimento anjo, conhecido no âmbito pessoa física, não é extrapolado para o contexto corporativo pois os investimentos tratados são apenas equity e não outras formas de smart money.

Maria Rita completa a visão de mercado afirmando que esse foi o primeiro passo dado para desmistificar a dificuldade de por a inovação em prática. Com a experiência que possui, a profissional enxerga a existência de mais sinergia do que competição entre as empresas, e conclui que é preciso conversar e trabalhar todas as questões com transparência para encontrar o caminho certo.