Por Gabriel Prestes*

Um dia, o gerente de desenvolvimento chega a sua mesa e reporta que a era do seu Oracle Application Server (OAS) 10g chegou ao fim. Ele valoriza um relatório objetivo e visualmente agradável com análise de impacto de negócio bem enumerada e suficiente para que a renovação ou atualização de licenciamento seja uma necessidade imediata.

Weblogic, um motivo para migrar seu OAS

E se é você que precisa entregar este relatório bem fundamentado, quais os pontos para chegar a tal conclusão? Além disso, como através de diferenças técnicas você poderá apoiar o relatório para que sejam correlacionadas ao negócio? Essa publicação citará algumas diferenças e evoluções técnicas entre o OCJ4 e o Weblogic, de forma a gerar insumos que lhe darão motivações técnicas para impactar o negócio.

Resumidamente a história é a seguinte, a Oracle, até a versão 10gR3 de sua suíte de middleware, tinha, dentre os componentes que formam o OAS como contêiner JavaEE, o OCJ4. Com a aquisição da BEA em 2008, o contêiner foi substituído pelo Weblogic na versão 11g.    

Isto pode parecer uma alteração simples, mas não é, e por se tratar de outro contêiner JavaEE, mudam, além de a atualização de versão dos componentes, o que já é algo preocupante, também a administração e interação das aplicações com o servidor de aplicação. Para o time de desenvolvimento, isso significa mais do que atualizar seu projeto dos frameworks utilizados, mas também identificar e estudar os métodos com que este novo contêiner irá interagir, seu plano e funcionamento de publicação e  a estruturação diferenciada do processo. Em uma organização que utiliza as demais soluções da suíte, tais como, Forms & Reports, BI ou SOA a complexidade aumenta exponencialmente.

Em um comparativo técnico simples, o principal valor agregado na migração e que por si só já a justifica, ainda que não demonstre a relação de urgência, somente de importância, é a atualização da especificação JavaEE suportada, a última versão do OC4J tem compatibilidade completa com as especificações do JavaEE 1.4, enquanto o Weblogic12cR2 tem compatibilidade com as especificações JavaEE 7. Ou seja, isto permite ao desenvolvedor trabalhar com novas abordagens da linguagem, em uma versão com o Java mais recente e com novas features e correções de bugs que darão maior agilidade ao time e um aumento de performance significativo com relação as versões anteriores. Assim, ao não proceder com a migração, suas aplicações estão fadadas a descontinuidade ou legado.  

Demais recursos do Weblogic com relação ao OC4J podem ser evidenciados na arquitetura, administração e configuração de recursos, managedservers e planos de implantação, ou seja, uma lista que pode ser obtida de acordo com o negócio da sua organização. Para tal, sugerimos realizar um comparativo baseado nas documentações dos produtos, pois as features que poderão ser relevantes a sua organização serão indiferentes a outras, cabe ao gestor responsável pelo processo de avaliação da migração julgar o que será aderente a seu time de desenvolvimento e operação.

Para motivações de negócios, consideramos s razões técnicas que consistem no uso de uma especificação atual que entrega performance, gestão e desenvolvimento de aplicações em um menor tempo, tais razões são de forma geral:

  1. Uma maior capacidade da equipe em desenvolvimento de novos recursos ou versões da sua aplicação;
  2. Possibilitar com  o ganho de performance  inclusive a revisão de recursos físicos ocupados pela sua camada de middleware de sua organização;
  3. Sem adicionarmos as relevantes alterações que a atualização traz ao seu negócio em específico.

CUSTO E MÉTODO DE MIGRAÇÃO

Vamos ao que viabiliza ou não uma migração: o custo.  Apesar de os resultados positivos de uma atualização serem facilmente percebidos , o método de migração e a importância ao processo dado pela organização darão  a variação do retorno sobre investimento (ROI), valor presente líquido (VPL), ou payback. Por este motivo, um plano de migração adequado, bem estruturado e planejado afetará os resultados diretamente.

A escolha do método…

A organização, ao contratar o Sustaining Support do Lifetime Support da Oracle, terá direito a atualização dos produtos de middleware sem custo adicional. Caso o mesmo não possua o Lifetime, terá duas opções:

  1. Pagar o retroativo do serviço de suporte/atualização e realizar a migração;
  2. Comprar uma nova licença.

Com um processo de migração orientado corretamente, com ferramentas do de apoio do fabricante e foco bem dimensionado do time de desenvolvimento e operação, reduzimos os riscos do projeto, mas também contribuímos para  ele ser percebido positivamente na cultura da organização.

Como última consideração ficam meus agradecimentos ao colega Joel Corrêa, arquiteto de software na ilegra, que apoiou-me nas dúvidas relacionadas ao desenvolvimento, e ao colega Felipe Lindenmeyer, executivo de contas na ilegra, que me amparou nas questões de licenciamento e custos.

Referências:

Java Platform Group
Oracle Weblogic Server
http://docs.oracle.com/middleware/1221/wls/INTRO/intro.htm#INTRO123
Oracle® Fusion Middleware Understanding Oracle WebLogic Server
Oracle Lifetime Support Policies

 

Gabriel Prestes*Gabriel Prestes é formando em Gestão da Tecnologia da Informação, arquiteto de middleware da ilegra com experiência de mais de 5 anos em suítes de middleware Oracle e RedHat. É um entusiasta de carros antigos.

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