Por que precisamos mudar?

Por Justine Santos*

Falar sobre mudança para algumas pessoas pode causar um certo desconforto, e para outras é uma premissa constante. As influências externas em nossa vida, como tecnologias, comportamento social, competitividade, instituições, estruturas e estímulos internos – tais como autoconhecimento, aprendizados, sentimentos e experiências -, formam um conjunto de fatores essenciais para que as transformações aconteçam com sucesso.

Seja uma mudança de residência, cidade, emprego, carro ou rotina, entre outras, a simples ação de sair de um ponto fixo para um ponto novo é um processo que precisa de atenção e planejamento. Mudar impacta diretamente na cultura do indivíduo e na cultura organizacional, transformando o ambiente em algo novo e diferente do que estávamos acostumados.

Por que precisamos mudarNo que tange à mudança organizacional, Wood Jr. (2000) descreve ser qualquer transformação na estrutura, na estratégia, na cultura, na tecnologia e no indivíduo, que gera total impacto nas partes envolvidas. A palavra mudança, no famoso Dicionário Aurélio, apresenta o conceito através de verbos como trocar, mudar, alterar, modificar e transformar. Percebe-se este conceito, reflete como uma atitude natural humana e até uma necessidade.

Pessoas da Geração Y (nascidos entre 80 e 2000) viveram em uma época que apresentava a inovação como carro-chefe, têm muita capacidade de múltiplas ações ao mesmo tempo e, principalmente, o desejo por novas experiências e desafios – o que proporciona uma adaptabilidade grande às mudanças. Sem esquecer, claro, da Geração Z (nascidos no final da década de 90 e nos anos 2000), contemporânea e criada na realidade da Internet, são mais imediatistas e totalmente virtuais. Para este público, não apareça com tecnologias que não funcionam, isso os irrita.

Exemplificando esta evolução nas diferentes gerações, vamos entender primeiro os movimentos dos nossos avós, os Boomers (época anterior à 2ª guerra Mundial), e os Baby Boomers (época após a 2ª Guerra Mundial). Estes passaram por experiências de escassez, valorizando principalmente a austeridade, e depois iniciaram o movimento forte de mudança social, luta por direitos, automotivação e criaram o que chamamos de “workaholics”. A Geração X (nascidos entre 60 e 80), passou pelo nascimento da tecnologia, trouxeram consigo a resistência ao novo, o foco na estabilidade e, ao mesmo tempo, a busca pelo equilíbrio entre carreira e qualidade de vida.

Temos de nos tornar a mudança que queremos ver. (Mahatma Gandhi)

Gerações_2Esta frase acima é um exemplo da forma de ver o mundo e como agir com suas atitudes. Se há um desejo de mudança, seja ela qual for, é preciso agir para isso. Mas o que aprendemos com nossos avós e pais? Vou dizer por experiência própria, ouvi muitos conselhos e, principalmente: “não repita meus erros”, “seja mais flexível”, “seja menos resistente” e “saia da zona de conforto”, “faça a diferença” e “transforme”, você tem um mundo que proporciona isso. Agora pergunto, será que temos? Para transformar é preciso ter estrutura para isso, gestão e suporte na condução desta mudança. Se for preciso mudar (ou melhorar) é mais fácil, busco conselhos, estudos e terapias. Como citam Vieira e Vieira (2003), a mudança é um processo permanente, contínuo e que gera atualização da atualização. Para os autores, reproduzir modelos passados é contraditório a uma cultura que sustenta a inovação e que tem foco total no futuro.

Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes(Albert Einstein)

Como disse Albert Einstein, na frase acima, se usarmos sempre as mesmas coisas (ferramentas), teremos, portanto, os mesmos resultados. Mas buscamos, de fato, resultados diferentes, certo? Se todos nós, independente das gerações, quisermos mudar dentro de uma organização, isso não será possível se nossa estrutura não permitir isso. Podemos estar totalmente abertos a fazer o diferente, mas se o ambiente é engessado e não traz estas possibilidades de divergir e criar, sair do famoso status quo, nos desmotivaremos e buscaremos quem esteja aberto a isso.

Naturalmente, é necessário em algum momento a inovação, e por ser uma tendência de mercado, aceite isso, seja hoje ou em alguns anos. Sim, você precisará mudar. Seja por motivos de contigência ou por querer o novo, a transformação baterá a sua porta cedo ou tarde. Bressan (2004) salienta que as mudanças em um ambiente externo exigem muito das organizações e, principalmente, da capacidade de resposta rápida e eficaz a este movimento. Por isso, Empresários, C-Levels, Diretorias ou Gerências, decisores dentro de suas empresas, sejam de pequeno ou grande porte, devem estar de olho nas mudanças, mudarem seu mindset, buscarem como e se desejam fazê-lo, e claro, se estão prontos para o novo, pois muitos de seus colaboradores já estão.

Por fim, indico um dos Live Talks do Google for Work, de Março de 2016, para exemplificar essa transformação. Neste vídeoBruno Barreto, Head of Middle Market do Google Apps for Work Brasil, e Luciano Ramos, Sotfware Research Cordinator no IDC Brasil, falam de tabus e dificuldades da mudança em meio à crise. Apresentam também como a transformação digital pode ajudar diretamente a sua empresa, como a tecnologia na nuvem e a mobilidade, juntas, podem construir um novo modelo de negócios, impulsionando a inovação, a produtividade e a colaboração. Se quiserem mais informações sobre a solução em nuvem da Google for Work, acessem nosso hotsite: google.ilegra.com.br

Retomando a pergunta do título “Por que precisamos mudar?”, cheguei neste questionamento após muitas vezes me perguntar do por que mudar. Na minha opinião, precisamos nos renovar, mudar é permitir-se, correr riscos, buscar o diferente, o novo, melhorias e acompanhar o que gritantemente o mercado tem apresentado. Seja você avesso ao diferente, neutro ou totalmente inovador, com certeza já surgiu esta pergunta em sua vida. Deixo aqui, portanto, uma nova reflexão para sua vida pessoal e profissional: o que está faltando para você mudar e fazer acontecer esta transformação?


REFERÊNCIAS

BRESSAN, C. L. Mudança Organizacional: uma visão gerencial. In: I Seminário de Gestão de Negócios, 2004, Curitiba. I Seminário de Gestão de Negócios – FAE, 2004. v.1.

VIEIRA, E. F.; VIEIRA, M. M. F. Estrutura Organizacional e Gestão do Desempenho nas Universidades Federais Brasileiras. Revista de Administração Pública (Impresso), Rio de Janeiro, v. 37, n.4, p. 899-920, 2003.

WOOD Jr, T. (Org.). Mudança organizacional, São Paulo: Atlas, 2000.

Live Talks Transformação digital: superando a crise com eficiência e diferenciação

http://aumagic.blogspot.com.br/2016/06/entendendo-as-geracoes.html

https://loucosportecnologias.blogspot.com.br/2015/05/o-telefone-celular-e-as-geracoes-baby.html

http://solinguagem.blogspot.com.br/2012/09/geracoes-baby-boomer-x-y-z.html

https://www.emaze.com/@AFQLZIZO/Presentation-Name

https://pensandoaltodotnet.wordpress.com/tag/geracao-z/

 

Justine_SantosJustine Santos* é formada em Administração de Empresas com Especialização em Marketing e Negócios. Trabalha no Time Google for Work da ilegra como Inside Sales e atua na geração de demandas com a qualificação de oportunidades para os Accounts. É Doutora-Palhaça voluntária em hospitais em Porto Alegre e fã de tecnologias.

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