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A blockchain já não é mais uma promessa distante de inovação, ela se tornou uma realidade concreta que está transformando indústrias ao redor do mundo. Para os CIOs brasileiros, especialmente aqueles que lideram empresas com baixa e média maturidade tecnológica, a questão é clara: como essa tecnologia deve ser abordada na prática nos próximos dois anos para garantir uma vantagem competitiva? Com mercados emergentes, como o Brasil, prontos para se beneficiar de soluções inovadoras e a crescente influência do mercado asiático, o momento de agir é agora.
Há alguns anos, a blockchain foi recebida com uma mistura de entusiasmo e ceticismo. No entanto, os tempos mudaram. De acordo com o Hype Cycle do Gartner, a blockchain já ultrapassou o “vale da desilusão”, mostrando resultados tangíveis em várias indústrias. A Token2049, realizada em Singapura, destacou como a Ásia está se tornando um líder global na adoção da tecnologia. Enquanto o ocidente ainda debate regulamentações e casos de uso, a Ásia avança rapidamente com implementações de blockchain em áreas como supply chain, serviços financeiros e até em projetos governamentais.
“The winners and losers are found in the trough, not in [the] plateau of productivity, we’re leaving the trough of disillusionment. [Os vencedores e perdedores são encontrados no vale, não no platô da produtividade; estamos deixando o vale da desilusão]” – David Furlonger
No Brasil, o potencial é claro. Embora o país possua um número impressionante de 26 milhões de investidores em criptomoedas, a adoção da blockchain em empresas ainda está aquém do seu potencial. Esse cenário, porém, apresenta uma oportunidade única para CIOs visionários posicionarem suas empresas à frente da curva tecnológica, aproveitando-se das lições aprendidas nos mercados mais maduros e aplicando-as de forma adaptada ao contexto local.
A vantagem de atuar em um mercado emergente é que não estamos presos a sistemas legados tão robustos como em mercados mais desenvolvidos. Isso cria uma janela de oportunidade para adoção de tecnologias disruptivas de maneira mais ágil e eficiente. No caso da blockchain, as soluções plug-and-play — que permitem integração rápida e customizável — estão acelerando a experimentação. Em vez de longos projetos de implementação, hoje as empresas podem prototipar rapidamente, usar cases e avaliar resultados em questão de meses.
Dados do Gartner mostram que 70% das iniciativas de blockchain fracassaram no passado por falhas na implementação ou na compreensão da tecnologia. Mas, com a evolução da indústria, essas falhas estão sendo superadas por soluções mais maduras e testadas. Hoje, o desafio não é mais se a blockchain pode entregar valor, mas como ela pode ser integrada da forma mais eficiente possível nos negócios.
Um dos maiores trunfos da blockchain é a capacidade de fornecer transparência e eficiência em processos burocráticos e complexos. Empresas globais, como a BHP e a Vattenfall, já estão usando blockchain para simplificar transações internacionais e gerenciar contratos, reduzindo a necessidade de intermediários e eliminando processos manuais. No Brasil, onde a burocracia é um dos grandes entraves ao crescimento, o blockchain pode oferecer uma solução robusta para melhorar a eficiência operacional.
No entanto, os desafios não desapareceram completamente. Um dos principais obstáculos é a regulamentação, que ainda está evoluindo aqui no Brasil. Enquanto EUA e países da Europa avançam rapidamente na regulamentação de stablecoins e outras aplicações, o mercado brasileiro ainda precisa acelerar esse processo para fornecer um ambiente seguro e previsível para investimentos. A adoção do Drex, a stablecoin vinculada ao real, é um passo importante nessa direção, mas há muito trabalho a ser feito para garantir que as empresas brasileiras aproveitem ao máximo esse novo cenário.
A recente introdução do Drex é um sinal claro de que o Brasil está começando a explorar mais seriamente o potencial das stablecoins. A nossa CBDC (Central Bank Digital Curreny) atrelada ao real tem o potencial de transformar transações digitais no Brasil, oferecendo mais segurança, menor custo e maior agilidade nas operações financeiras. CIOs devem acompanhar de perto essa iniciativa, pois ela pode ser a porta de entrada para uma adoção mais ampla de blockchain em suas operações.
O mercado de stablecoins está crescendo rapidamente, com uma expansão de US$ 127 bilhões para US$ 171 bilhões em pouco tempo, e o Brasil, com sua alta demanda por soluções financeiras eficientes e inclusivas, está se posicionado para ser um dos principais beneficiários dessa tecnologia.
Para garantir que a blockchain se torne uma parte integral da estratégia de negócios, CIOs brasileiros precisam de um plano pragmático que aborde os desafios atuais e capitalize as oportunidades futuras. Aqui está um roadmap recomendado para os próximos dois anos:
A adoção da blockchain exige mais do que conhecimento técnico, requer visão estratégica e execução ágil. A ilegra, que tem investido fortemente em consultoria de blockchain, está preparada para ajudar empresas brasileiras a navegarem por esse novo cenário. Com especialistas prontos para desenvolver cases e protótipos personalizados, podemos acelerar sua jornada de adoção da blockchain, transformando ideias em soluções reais rapidamente.